Na última terça-feira (12/08), Subcorregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais deu abertura a uma investigação sobre a ação da delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira na morte do gari Laudemir de Souza Fernandes.
Ana Paula não participou diretamente do caso, no entanto, pode estar indiretamente ligada. A delegada é casada com Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar Laudemir com tiros.
De acordo com as investigações da polícia, Renê teria admitido em depoimento que a arma usada no crime pertence à esposa. Para a polícia, Renê negou ter atirado em Laudemir, mas admitiu que portava a arma da mulher.
Caso seja confirmado que Renê tinha acesso à arma que pertencia à delegada, ela pode responder por omissão de cautela e prevaricação. Todo agente de segurança com acesso a armamento é individualmente responsável pela segurança e armazenamento da arma.
De acordo com o apurado pelo G1, a subcorregedoria investiga justamente como o armamento da delegada era mantido em sua casa. Isto é, se Renê tinha acesso a arma ou se ele teria acessado a arma sem conhecimento da delegada.
Na segunda-feira, Ana Paula chegou a ser encaminhada à Corregedoria da polícia, mas deixou o local depois. Renê não tem licença para posse ou porte de arma, segundo as investigações.
Homicídio de Laudemir
Laudemir era gari da cidade de Belo Horizonte e estava trabalhando no momento em que foi alvo de tiros. Segundo testemunhas, Renê teria se irritado com uma situação de trânsito e ameaçou a motorista do carro de coleta, depois atirou contra Laudemir.
A vítima chegou a ser socorrida mas não resistiu a intensa perda de sangue. A causa da morte, segundo laudo, foi hemorragia. Renê fugiu do local e seguiu sua rotina, sendo preso horas depois na academia que frequentava.

