Um episódio ocorrido na noite de segunda-feira, 13 de outubro, deixou em alerta moradores de Jundiaí, no interior de São Paulo. Uma criança de 11 anos acabou disparando acidentalmente contra outra, de 9, enquanto brincavam dentro de casa.
O disparo atingiu o rosto do menino mais novo, próximo à região dos olhos. O caso reacende o debate sobre a necessidade de cuidados rigorosos com o armazenamento de armas de fogo em residências, especialmente quando há crianças no ambiente.
De acordo com a Polícia Civil, a arma utilizada pertencia ao pai do menino mais velho, que possuía registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). O equipamento, uma pistola calibre 9mm, estava guardado em um guarda-roupa, envolto em uma camisa, sem o devido bloqueio de segurança.
No momento do disparo, não havia adultos no cômodo em que as crianças estavam. Após o incidente, o pai encontrou o filho em estado de choque e imediatamente acionou socorro.
A vítima foi encaminhada à Santa Casa de Louveira, acompanhada pelos pais, e, posteriormente, transferida ao Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí. Segundo informações médicas, o menino não corre risco de morte e segue sob observação.
A arma foi apreendida e encaminhada para perícia, enquanto as autoridades abriram investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Jundiaí como omissão de cautela e lesão corporal culposa — quando não há intenção de ferir.
A Secretaria de Segurança Pública reforçou que as investigações continuam e que medidas cabíveis serão adotadas conforme a apuração. O episódio ressalta a importância do armazenamento seguro de armamentos, com o uso de cofres, travas e protocolos adequados, para evitar acidentes domésticos.
Especialistas lembram que o diálogo e a conscientização sobre o perigo das armas são fundamentais para proteger crianças e prevenir situações semelhantes.

