A Polícia Civil de São Paulo identificou que um dos quatro corpos encontrados em um cemitério clandestino na comunidade de Heliópolis, pertencia ao cantor de funk Jonas Barros de Oliveira, de 25 anos, conhecido pelo nome artístico de “Gigante”.
O jovem estava iniciando sua trajetória profissional na produtora Damassaclan. Os corpos foram localizados por guardas civis municipais na última segunda-feira, 25 de maio de 2026, em uma área de vegetação densa dentro de um terreno da Sabesp.
Durante um patrulhamento de rotina, os guardas municipais desconfiaram de três trilhas marcadas por mato pisado. Ao averiguarem o local, encontraram três covas rasas com terra mexida, onde estavam três corpos enrolados em cobertores.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso e, ao retornar ao endereço no dia seguinte para uma nova perícia, a equipe localizou um quarto corpo enterrado, já em avançado estado de decomposição.
Embora as outras três vítimas ainda aguardem a confirmação científica, as autoridades trabalham com a forte linha de investigação de que os corpos pertençam a Francisco Rubens Souza Cruz, motorista da produtora.
Além dele, Werlen Moitinho Vieira, gerente da Damassaclan, ambos desaparecidos desde a semana passada. Familiares de Werlen estiveram no local e, embora não tenham conseguido fazer o reconhecimento formal devido ao estado dos corpos.
Testemunhas ouvidas pelo 95º Distrito Policial (Heliópolis) relataram que Francisco foi visto pela última vez na tarde de sexta-feira, 22 de maio, quando foi chamado para “trocar uma ideia” com um homem desconhecido no interior de um carro preto.
Logo após esse episódio, tanto ele quanto Jonas e Werlen, que mantinham uma relação de forte amizade e parceria profissional na produtora, desapareceram simultaneamente e pararam de responder às mensagens e chamadas nos celulares.
As investigações do DHPP prosseguem em sigilo para mapear a autoria do crime, identificar formalmente todas as vítimas e esclarecer a motivação por trás das execuções.

