O atentado na Escola Estadual Sapopemba, na manhã desta segunda-feira (23/10), poderia ter tido um desfecho ainda mais trágico com a contabilização de mais mortes e feridos.
Segundo informações da própria Polícia Civil, a tragédia só não foi maior graças a ação heroica de uma coordenadora pedagógica, que ficou cara a cara com o atirador e conseguiu para-lo.
A profissional conseguiu interceptar o garoto, desarma-lo e mante-lo preso na diretoria. Quando a polícia chegou, o autor dos disparos já estava dentro da diretoria, contido.
A polícia não deu informações sobre a identidade da coordenadora. Segundo as informações, o garoto conseguiu a arma em casa e o armamento pertencia ao seu pai, que é separado de sua mãe.
Uma adolescente, de 17 anos, morreu vítima de um tiro na nuca. Outros dois estudantes, de 15 anos, foram hospitalizados. Um foi baleado no abdomen, mas já foi liberado; outro, uma menina, foi baleada na clavícula e espera avaliação cirúrgica.
Um terceiro adolescente, que se cortou ao tentar fugir, também foi hospitalizado mas já recebeu alta. A polícia investiga se o autor dos disparos chegou a contar com ajuda de cúmplices.
Em abril, o adolescente que cometeu o atentado nesta segunda chegou a procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência por lesão corporal. Segundo testemunhas, o garoto era frequentemente alvo de agressões e bullying.
A polícia continua investigando o caso e apurando a dinâmica dos fatos. O garoto pode responder por ato infracional análogo ao homicídio e a tentativa de homicídio, além de lesão corporal.

