A morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, durante o expediente de coleta de lixo em Belo Horizonte, repercute intensamente em todo o Brasil. O caso gerou indignação entre amigos, colegas e familiares que Laudemir.
O triste caso acaba escancarando um grande e preocupante retrato da da intolerância no trânsito e da vulnerabilidade de trabalhadores que atuam em serviços essenciais.
O principal suspeito é René da Silva Nogueira Júnior, um empresário que, nas redes sociais, se apresenta como “cristão, marido, pai e patriota” e ostenta quase 30 mil seguidores. Embora se intitule CEO de uma empresa de alimentos, a companhia mencionada nega qualquer vínculo com ele.

René afirma ter atuado em grandes multinacionais, mas seu nome nunca esteve oficialmente ligado à corporação que cita em seu perfil. René é casado com a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, que atualmente trabalha na Casa da Mulher Mineira.
O caso ganhou novos contornos quando o empresário disse, em depoimento, que a arma usada no crime pertence à esposa. A Corregedoria da Polícia Civil investiga se houve negligência no armazenamento do armamento.
Segundo relatos, o crime começou com uma discussão de trânsito. René dirigia um carro elétrico e teria exigido que um caminhão de lixo liberasse passagem, mesmo havendo espaço para manobra.
Testemunhas afirmam que ele ameaçou atirar na motorista, e, quando os garis intervieram, Laudemir foi atingido. O trabalhador chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou que a vítima era contratada por empresa terceirizada e informou que presta apoio à família.
Enquanto isso, o caso segue em investigação e segue mobilizando atenção nacional, levantando debates sobre violência urbana, porte de armas e impunidade. O empresário segue preso enquanto investigação acontece.

