Na última quarta-feira (13/08), o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior teve a prisão preventiva decretada após passar por audiência de custódia. A decisão foi assinada pelo juiz Leonardo Damasceno.
Durante a audiência, o magistrado expressou seu espanto com a reação do empresário após disparar contra gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos. O crime aconteceu em Belo Horizonte e a vítima não resistiu.
Segundo testemunhas, Renê deixou o local demostrando normalidade após atirar na vítima. O próprio autor também reconheceu, em depoimento, que seguiu sua rotina normalmente e chegou a ir para a academia.
O juíz destacou, durante a audiência, que a vítima estava em cumprimento de seu trabalho. O magistrado ainda destacou a atitude violenta e “desequilibrada” do autor, demostrando espanto com o a frieza demostrada pelo acusado.
“Ao que tudo indica, ele foi para a academia… Quer dizer, comete um crime grave e, em seguida, vai treinar numa academia? Essa situação exige uma apuração profunda da personalidade do agente”, disse.
A defesa do empresário tentou alegar que Renê é réu primário e que possui bons antecedentes, além de residência fixa. No entanto, o juíz manteve o pedido de prisão preventiva e negou também o pedido para que o caso seguisse em sigilo.
Durante a audiência, Renê negou envolvimento no crime. O empresário afirma que foi para o trabalho, seguiu a rotina, passeou com seu cão de estimação e depois seguiu para a academia, onde foi abordado pela polícia e preso. O homem afirma que foi confundido com outra pessoa.
O caso gerou revolta em todo o país. Laudemir foi morto a tiros, depois que o criminoso apontou a arma inicialmente para a motorista do caminhão de coleta. Outro gari, de nome Tiago, também foi ameaçado.

