Um acidente ocorrido na manhã deste último sábado (2), no município de Boituva, cidade que fica no interior do estado de São Paulo e que é reconhecida nacionalmente pela prática de paraquedismo, tirou a vida do empresário Thomas Storino Britis, de 44 anos.
A ocorrência foi confirmada pela Polícia Civil e envolveu a colisão entre dois praticantes do esporte durante um salto, mesmo com os paraquedas abertos. De acordo com relatos preliminares, Britis teria sido atingido com força pelo joelho de outro paraquedista, o que provocou sua queda descontrolada.
Apesar do atendimento imediato e da remoção ao Hospital São Luiz, em Boituva, ele não resistiu aos ferimentos. O outro envolvido teve apenas lesões leves. Thomas era natural de Pouso Alegre, em Minas Gerais, onde comandava a Voluy, empresa do setor de telecomunicações que atende também Santa Rita do Sapucaí e Itajubá.
A notícia de sua morte foi confirmada pela própria empresa nas redes sociais, que prestou uma homenagem destacando sua atuação como sócio e CEO, além da comoção gerada entre colaboradores e clientes.

A Confederação Brasileira de Paraquedismo, sediada em Boituva, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. Embora conhecido no setor empresarial, o nome de Britis também esteve envolvido em uma investigação policial em 2018.
Na ocasião, foi um dos alvos da operação “Estrago”, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A ação visava desarticular um esquema de receptação de equipamentos de telecomunicação roubados.
Segundo a investigação, os aparelhos, de alto valor, eram adquiridos por preços abaixo do mercado e reconfigurados para uso em provedores de internet da região. Britis chegou a ser detido, e a empresa da qual era sócio foi alvo de buscas e apreensões.
A morte do empresário reacende discussões sobre segurança na prática do paraquedismo, especialmente em locais com grande concentração de entusiastas da modalidade.
Em paralelo, destaca a trajetória de um empresário que, apesar de controvérsias, liderava uma operação de destaque regional. A investigação do acidente seguirá para esclarecer as circunstâncias que levaram à fatalidade.

