Após uma jornada de deportação que já era marcada por tristeza, um grupo de refugiados afegãos encontrou um fim ainda mais duro, nesta última terça-feira, dia 19 de agosto, com dezenas de mortos.
Um ônibus que os transportava do Irã para o Afeganistão se envolveu em um acidente e pegou fogo, matando pelo menos 76 homens, mulheres e crianças. Por enquanto, as vítimas não foram identificadas.
As fontes são do porta-voz do governador de Herat, Mufti Mohammad Yousuf Saeedi, que em entrevista à CNN, confirmou o número total de vítimas.
🚌📹🔥 Ônibus capota e pega fogo no Afeganistão, deixando pelo menos 76 mortos, inclusive crianças
O ônibus que transportava migrantes repatriados do Irã colidiu com um caminhão e uma moto, segundo a mídia local, e deixou pelo menos 76 mortos e três feridos que foram levados ao… pic.twitter.com/sxB1mbWFtl
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) August 20, 2025
Ao falar sobre o assunto, ele explicou que o ônibus havia partido da cidade fronteiriça de Islam Qala, com destino à capital, Cabul, quando sofreu uma colisão fatal na rodovia.
Com a notícia, vídeos do local começaram a circular, mostrando o ônibus completamente tomado por chamas e uma densa nuvem de fumaça que se formou.
Os corpos carbonizados dos passageiros foram transferidos para um hospital provincial, segundo autoridades locais, em um cenário considerado bastante desolador.
As autoridades de Herat, incluindo o Departamento de Informação e Cultura, se mobilizaram para a difícil tarefa de identificação dos corpos. O foco agora é dar suporte às famílias que, após a deportação, aguardavam a chegada de seus entes queridos em solo afegão.
Desde o conflito entre Irã e Israel em junho, a situação dos imigrantes afegãos se tornou ainda mais precária. O Irã intensificou radicalmente a deportação de afegãos sem documentos.
Diante disso, as Nações Unidas estimam que ocorreu a expulsão de mais de meio milhão de pessoas em apenas 16 dias. No momento, a comunidade internacional condena a deportação em massa.
O movimento foi alimentado por alegações não comprovadas de que os afegãos teriam espionado para Israel, servindo como pretexto para a remoção de milhões que viviam e trabalhavam em condições precárias no Irã por anos.

