Após a execução do cantor sertanejo Yuri Ramirez, novos detalhes sobre a vida da vítima vieram à tona, nesta última segunda-feira, dia 1º de setembro.
A investigação revelou que o músico de 47 anos, morto no último sábado, dia 30 de agosto, em Campo Grande (MS), levava uma vida dupla, dividida entre os palcos e o mundo do crime.
A Polícia Civil, detalhou o extenso histórico criminal de Ramirez. Ele possuía passagens por estupro, tráfico de drogas e de armas e, em 2018, foi apontado como integrante de uma facção criminosa e um dos principais traficantes de uma região de Goiânia.
Com a notícia de seu passado, a forma como o crime aconteceu ganhou um novo contexto e uma informação foi confirmada por parte das autoridades, revelando que dois homens armados se passaram por policiais e invadiram a casa em que cumpria pena.
O cantor estava cumprindo prisão domiciliar por tráfico, e ao ser encontrado em um quarto, foi executado com vários tiros, o que deixou 12 cápsulas de pistola na cena do crime.
Apesar da vida no crime, Yuri Ramirez era um músico e compositor conhecido na cena sertaneja. Ele chegou a dividir o palco com artistas conhecidos, como a dupla Maria Cecília e Rodolfo, e, em uma entrevista de 2024, afirmou ter mais de 240 canções inéditas.
Desde a adolescência, a música era sua paixão. Ele começou no rock, mas por influência do pai, migrou para o sertanejo. Em 2020, formou uma dupla e fez shows por Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso, antes de seguir em uma promissora carreira solo.
No momento, a Polícia Civil investiga a motivação do homicídio, que provavelmente está ligada a um acerto de contas devido ao seu passado criminoso. A identidade dos dois atiradores ainda é desconhecida.

