Na última sexta-feira (07/03), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, confirmou à imprensa a abertura de um processo pela expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da Polícia Militar.
Rosa Neto é réu por feminicídio e fraude processual, após ser apontado como responsável pela morte da PM Gisele Alves, com quem era casado. Em declaração à CNN, Nico explicou que o processo corre em paralelo ao caso e que a expulsão pode acontecer mesmo se não houver condenação.
O secretário também esclareceu que o processo de expulsão pode ser demorado porque envolve uma comissão para julgar o mérito, além de garantir ao processado o direito a ampla defesa.
Nico também esclareceu outros pontos, inclusive sobre o pagamento do tenente-coronel. Segundo o secretário, o oficial teve o salário cortado tão logo deu entrada no sistema prisional.
O secretario ainda explicou que, caso o tenente seja expulso, mas acabe absolvido na Justiça em relação ao crime de feminicídio e fraude processual, dos quais é réu, a corporação pode ser obrigada a reintegra-lo.
Procurada, a defesa de Rosa Neto afirmou que vai exercer o direito de ampla defesa uma vez que o processo for formalmente instaurado. A defesa também afirmou que acredita que Rosa Neto será inocentado administrativamente.
Morte de PM Gisele e denúncia à Justiça
Geraldo e Gisele eram casados e estavam sozinhos no apartamento em que moravam no momento em que Gisele foi atingida por um tiro na cabeça. Geraldo afirma que ela tirou a própria vida, mas a polícia civil contesta a versão.
Após investigação sobre o caso, a polícia indicou o tenente-coronel não apenas por feminicídio, mas também por fraude processual. Para a polícia, e para o MP, Rosa Neto matou a então esposa e tentou forjar uma cena de suicídio.

