Na última segunda-feira (23/03), a família da PM Gisele Alves Santana se manifestou publicamente sobre o andamento do caso e pediu pela demissão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.
O oficial esta preso preventivamente e se tornou réu por crime de feminicídio e fraude processual. Rosa Neto era casado com Gisele e é apontado como autor do disparo que matou a PM.
“Exijo do senhor secretário de segurança do comando geral do policiamento, que instaure um procedimento chamado CJ (Conselho de Justificação), que utilize a via rápida e demita imediatamente esse senhor que ostenta ainda a patente de tenente-coronel”, declarou o advogado da família José Miguel Jr. Silva.
Na argumentação, o advogado alega que existe uma distinção entre as esferas penal e administrativa e que, portanto, a Polícia Militar não precisaria esperar pela decisão da Justiça para agir no sentido de punir o oficial.
O advogado também falou publicamente sobre outras denúncias contra Rosa Neto. Nesta semana, veio à tona uma denúncia de assédio sexual, feita por uma policial militar, que alega ter sido alvo do tenente-coronel no segundo semestre do ano passado.
Segundo a denuncia, prestada ao Ministério Público, a PM afirma que foi alvo de investidas indesejadas do tenente-coronel, que era seu superior. A PM afirma ainda que foi transferida de unidade por Rosa Neto, como forma de punição por ter rejeitado suas investidas.
A denunciante pediu para ter sua identidade mantida em sigilo por temer pela própria vida e por sua integridade, uma vez que teme ser alvo de novas represálias dentro da corporação. Anos antes, Rosa Neto já tinha sido denunciado por assédio por pelo menos outras quatro policiais femininas.
Preso preventivamente, ele nega as acusações. Sobre Gisele Alves, Rosa Neto insiste que a PM teria tirado a própria vida.

