Ao longo das últimas semanas, o caso da menina Isabela, sequestrada em São Paulo, ganhou repercussão nacional. A menina, de apenas 2 anos, foi tomada enquanto estava com a mãe, que vendia balas na rua.
Após uma investigação precisa da polícia, os suspeitos de envolvimento no crime foram identificados. Uma das pessoas é uma mulher que se aproximou da família como “amiga”, mas arquitetou todo o crime.
Lucilene Rodrigues, 48 anos, que havia se apresentado à família como “Sandra”, foi indiciada por sequestro. O marido dela, que também participou do crime, deve ser ouvido e indiciado pelo mesmo crime.
Para a polícia, a suspeita alega que não tinha intenção de sequestrar a criança, mas que pretendia entregar a menina para o Conselho Tutelar. A suspeita ainda afirmou à polícia que o pai da menina seria perigoso.
O delegado a frente do caso deu detalhes do depoimento da suspeita. Ela alega que agiu para proteger a menina da situação de pobreza que vivia com a família. Contudo, o delegado Marcel Druziani esclarece que trata-se de um caso de sequestro.
“Independentemente da versão que eles estão apresentando, é sequestro. Pode ser por um motivo moral, mas ela não podia ter feito isso, tomar a lei das próprias mãos”, esclareceu o delegado.
Lucilene agiu com o marido e, após a grande repercussão que o caso teve, os dois decidiram abandonar a menina em um comércio. Assim foi feito, quando a criança foi encontrada sozinha por policiais.
A suspeita ainda afirmou à polícia que não se apresentou como “Sandra” para a mãe da criança e que a própria vítima teria criado esse nome. No entanto, nas redes sociais, Lucilene também usava um nome falso e, segundo a polícia, é conhecida por aplicação de estelionato.

