A Polícia Civil de Goiás encerrou o inquérito que investigou a morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos. Mais informações sobre as investigações foram apresentadas nesta quinta-feira (18/02).
Os investigadores concluíram que Cleber Rosa de Oliveira, síndico que confessou ter matado a corretora, agiu sozinho. Inicialmente, a polícia investigou o filho dele, Maicon Douglas, por possível participação na ocultação do corpo.
No entanto, após a investigação dos fatos, coleta de provas e depoimentos, a polícia concluiu que não existem provas suficientes para apontar participação de Maicon. Dessa forma, Cleber vai responder sozinho pelo cirme.
Maicon chegou a ser preso, mas deve ser solto nas próximas horas. O delegado André Barbosa, do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, esclareceu que Maicon estava em Catalão quando Daiane foi morta em Caldas Novas.
A polícia passou a suspeitar do envolvimento de Maicon quando descobriu que ele teria comprado um celular novo para o pai e o auxiliado a reinstalar aplicativos bancários. Maicon também tinha uma procuração para assumir a administração do condomínio onde o pai era síndico.
Durante as investigações, no entanto, a polícia concluiu que Cleber não apenas agiu sozinho, como também agiu de forma premeditada. Ele teria cortado a energia do apartamento de Daiane para embosca-la no subsolo do prédio.
Cleber era síndico do prédio e a relação com Daiane começou antes da mudança da corretora para o prédio. Ele geria os apartamentos da família de Daiane, mas a corretora se mudou para Caldas Novas para assumir a administração do patrimônio.
Segundo a polícia, Cleber passou a atuar de maneira intencional para prejudicar a corretora. Daiane chegou a registrar diversos boletins de ocorrência contra o síndico e até abriu um processo judicial contra ele, mas nada impediu o crime.
A polícia acredita que foi justamente o processo judicial que pode ter motivado o crime. Dias antes de ser morta, Daiane teve ganho de causa na ação movida contra Cleber.

