Nesta semana, um casal se tornou notícia internacional após decisão do Tribunal de Justiça de L’Aquila, na Itália. Os dois perderam a guarda dos três filhos, após um processo sobre as condições em que as crianças eram criadas.
De acordo com as informações, o casal optou por um estilo de vida afastado da cidade, baseado no contato direto com uma área florestal. Para a Justiça italiana, as crianças sofreram “violações graves e prejudiciais”.
A história começou há mais de um ano, quando os cinco membros da família foram internados depois de comer cogumelos silvestres venenosos, que haviam colhido na floresta. Nathan Trevallion, de 51 anos, e Catherine Birmingham, de 45 anos, entraram na mira das autoridades.
Os dois haviam se mudado para a Itália depois de deixar a Austrália, onde Catherine trabalhava como instrutora de equitação. A mulher desejava uma vida dedicada a “cura espiritual e ao coaching de vida”, segundo a imprensa italiana. O casal mantinha redes sociais, onde compartilhava um pouco da rotina e estilo de vida com os filhos.
“Após dois grandes desafios que a mantiveram no caminho espiritual, Catherine agora trabalha com seus guias para ajudar outras pessoas a encontrarem clareza em seus planos de vida, crescimento e propósito”, dizia a biografia da mulher em sua rede social.
A família morava em uma casa simples, sem acesso a energia elétrica, gás ou água encanada. Segundo a defesa do casal, a casa é funcional e opera com energia solar e a água vem de um poço. As crianças, segundo as informações da imprensa local, recebiam educação domiciliar.
O casal questiona a decisão judicial, alegando que as crianças não sofrem nenhum tipo de abuso e que estão saudáveis. À imprensa italiana, Catherine afirma que esta proibida de ver os filhos. Seus advogados afirmam que tentam um acordo para que o casal possa acompanhar as crianças no abrigo para onde foram levadas.

