Nesta semana, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação contra uma clínica, localizada na Zona Sul da cidade, que é acusada de usar produtos vencidos e proibidos em pacientes.
A operação aconteceu em São Conrado, na última terça-feira (07/04), e resultou na prisão de uma enfermeira e um médico. Ambas as prisões foram feitas em flagrante, de acordo com as informações.
Ainda segundo informações da polícia, durante a ação de fiscalização, os agentes encontraram produtos sem registro na Anvisa e produtos proibidos, como “canetas emagrecedoras” sem registro.
A polícia confirmou ainda que vários produtos medicamentosos foram encontrados no local e que diversos estavam fora da data de validade. Ainda segundo as investigações, os pacientes não recebiam qualquer garantia de procedência ou segurança.
O caso chamou a atenção das autoridades após um período de monitoramento da clínica. Diante das apreensões, que confirmaram as suspeitas, a polícia deu voz de prisão ao dono da clínica e a responsável técnica, um médico e uma enfermeira.
A dupla deve responder por um conjunte de crimes, incluindo violações sanitárias. No entanto, a polícia esclareceu que as investigações devem continuar para esclarecer a origem dos medicamentos e produtos. Segundo a polícia, os produtos teriam vindo de São Paulo.
O motivo disso é uma suspeita de que os medicamentos estariam ligados a um possível esquema criminoso de escala maior. A ação contra a clínica integra a chamada Operação Mounjaro, que esta sendo conduzida pela Polícia Civil e tem como objetivo coibir a circulação e uso de produtos irregulares no estado do Rio.
O caso chama a atenção para os cuidados no uso e busca por produtos não regularizados. Embora aparentemente inofensivos, os produtos, inclusive “canetas emagrecedoras” sem regulação, podem oferecer risco à saúde.

