Depois de viver alguns de seus piores dias desde janeiro deste ano, o brasiliense Renato de Sá, de 30 anos ainda luta para retomar uma vida normal. O rapaz recebeu um prognóstico de 5% de chance de sobreviver, após diagnóstico de Síndrome de Fournier.
Renato vivia no exterior e passava férias no Brasil, quando começou a sentir desconforto na região perianal. O diagnóstico foi da síndrome, que se caracteriza por uma infecção bacteriana que causa necrose do tecido da região.
O homem conta que estava em Goiânia quando a dor começou, mas recebeu um diagnóstico errado. “Eu estava em Goiânia e fui em uma UPA de lá. E eles só passaram remédio para dor na veia. Aí eu voltei para Brasília, e fui direito para o Hospital de Base. Lá eu já cheguei chorando de dor, de cadeira de rodas”, disse.
Em questão de 7 dias, Renato já sentia dores intensas e via a infecção se espalhar. No Hospital de Base, o diagnóstico assustador foi confirmado e o brasiliense começou uma verdadeira luta pela vida.
Renato passou 18 dias internado, sem conseguir andar e dependendo de sonda e do auxílio das enfermeiras. Felizmente, apesar do drama e do prognóstico delicado, ele conseguiu combater a infecção bacteriana.
“Eu consegui voltar a andar aos poucos, fui para casa. Depois de alguns meses, a pele retirada se regenerou, e hoje eu estou bem, estou saudável, recuperado. Agora estou esperando conseguir fazer a reconstrução”, relatou.
Agora, Renato deve se submeter a mais uma cirurgia para se submeter a retirada da bolsa de colostomia. O brasiliense também deve passar por um procedimento para fazer a reconstrução da área que foi afetada. A história levou a uma vaquinha, que arrecadou dinheiro para ajudar no tratamento.

