O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 69 anos, permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde está sendo submetido a uma série de intervenções médicas para tratar um quadro persistente de soluços.
A situação teve início na véspera do Natal, quando ele foi levado à unidade hospitalar, e, desde então, passou por quatro procedimentos, o mais recente realizado na manhã desta terça-feira.
A primeira intervenção médica ocorreu no dia 25 de dezembro, com uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral. No entanto, diante do surgimento de sintomas como soluços constantes e alterações na pressão arterial, novas medidas foram adotadas pela equipe médica.
No sábado seguinte, foi realizado o bloqueio do nervo frênico do lado direito, repetido novamente na segunda-feira. Apesar das ações, os sintomas persistiram, levando os médicos a aplicar o mesmo procedimento no nervo frênico esquerdo.
O bloqueio do nervo frênico é uma técnica de radiointervenção com aplicação de anestesia local, geralmente usada para interromper temporariamente a ação do diafragma. O objetivo é reduzir os estímulos que geram os soluços.
Os efeitos do anestésico têm duração estimada de 12 a 18 horas. Apesar dos bloqueios já realizados, Bolsonaro apresentou nova crise de soluços na manhã desta terça-feira, por volta das 10h, de acordo com relato de sua esposa, Michelle Bolsonaro.
Durante o período de internação, ele também iniciou tratamento para apneia do sono, condição que pode contribuir para o agravamento do seu estado geral. A previsão dos médicos é de que o ex-presidente permaneça internado até os primeiros dias de janeiro, para monitoramento da resposta clínica ao tratamento.
Antes de ser internado, Bolsonaro estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. Após a conclusão do tratamento e liberação médica, ele deverá retornar à unidade da PF. A situação de saúde do ex-presidente segue sendo acompanhada de perto por sua equipe médica e familiares.

