Após uma decisão que pegou o mundo político de surpresa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, de 67 anos, anunciou sua aposentadoria da Corte, nesta última quinta-feira, dia 9 de outubro.
O atual presidente do STF deixará o cargo oito anos antes da idade compulsória, em uma decisão que, segundo ele, foi “longamente amadurecida” e que não estaria relacionada com os acontecimentos atuais.
O próprio ministro, fez um discurso emocionado durante a que foi sua última sessão plenária. “É hora de seguir outros rumos”, disse. “Gostaria de viver um pouco mais da vida que me resta sem a exposição pública, as obrigações e as exigências do cargo”, declarou.
Em seu discurso de despedida, o ministro revelou o peso do cargo ao longo dos anos, dizendo que enfrentou e superou com discrição várias dificuldades e perdas pessoais.
No desabafo pessoal, comentou que os sacrifícios e ônus de suas funções acabam se transferindo aos seus familiares e as pessoas queridas ao seu redor.
Apesar da surpresa para o público, a decisão não era nova para o Palácio do Planalto. O ministro afirmou que comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua intenção de deixar o STF “há cerca de dois anos”.
Isso mostrou que a transição vinha sendo planejada há muito tempo. A trajetória de Barroso no Supremo durou mais de 12 anos. Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2013, ele se tornou uma das figuras mais influentes do Judiciário brasileiro.
Nos últimos anos, ele ocupou o cargo de presidente da corte. Ele permanecerá por mais alguns dias na próxima semana apenas para finalizar os processos pendentes.
No momento, a aposentadoria de Luís Roberto Barroso abre uma nova e importante vaga no STF, cuja indicação caberá ao presidente Lula. A notícia gerou uma grande onda de reações no meio jurídico e político, com todos surpresos pela decisão.

