Nesta última quarta-feira, dia 2 de abril, foi anunciado a morte da comunicadora e ativista Wanda Chase, que não resistiu após ter enfrentado um procedimento cirúrgico voltado para o tratamento de um aneurisma. Sua morte aconteceu em uma unidade de saúde, em Salvador.
Com uma trajetória de 27 anos na TV Bahia, ela se tornou referência no jornalismo baiano e na luta por uma maior representatividade negra em nosso país.
Nascida no Amazonas, Wanda radicou-se na Bahia em 1991. Seu sepultamento está marcado para acontecer neste sábado, dia 5 de março, após a chegada de familiares de outros estados.
Que a gente não esqueça do legado de Wanda Chase! Essa mulher fez história no jornalismo! A sua trajetória te torna eterna! pic.twitter.com/Eq6gKQinZs
— Maíra Azevedo 👠 (@tiamaoficial) April 3, 2025
Há cerca de um mês, a comunicadora relatou passar por complicações pós-viral, inicialmente tratadas como infecção urinária e intestinal. Na quarta-feira, ao buscar atendimento, recebeu o diagnóstico de aneurisma dissecante da aorta.
Essa condição crítica é caracterizada pelo rompimento da camada interna da artéria. Submetida a cirurgia às 17h, não resistiu às complicações e teve a morte confirmada cerca de seis horas depois.
Ao longo de sua trajetória, ela construiu uma carreira brilhante, passando por diversos veículos, como Rede Manchete, TV Cabo Branco e Globo Nordeste. Além disso, também atuou como assessora de imprensa, e após sua aposentadoria, como colunista e em projetos de podcast.
Por seu íncrivel talento, recebeu 45 prêmios e recebeu títulos de cidadã honrária. Sua cobertura era focada na cultura afro-brasileira e deixou um legado inegável.
Wanda mantinha uma amizade próxima com a jornalista Glória Maria, falecida em 2023. Em entrevista ao g1, relembrou momentos íntimos, como o processo de adoção das filhas de Glória e um encontro em 2020 no Rio.
Numa ocasião, ao revelar a própria idade em uma entrevista, recebeu uma brincadeira da amiga: “Para que revelar minha idade? Só eu e meu médico sabemos!”, brincou.