Em mais uma situação que expõe a crescente violência contra profissionais da saúde, foi confirmado o falecimento da médica Maggy Lopes da Costa, nesta última sexta-feira, dia 19 de setembro, aos 66 anos, em Belo Horizonte.
A médica teve seus sonhos interrompidos ao passar mal e sofrer uma parada cardiorrespiratória justamente durante uma reunião de trabalho onde denunciava as ameaças e a violência psicológica que vinha sofrendo.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, André Cristiano dos Santos, concedeu uma entrevista e falou sobre o assédio sofrido pela profissional.
“Ela foi ofendida na sua honra profissional e pessoal por um líder comunitário, embora essa profissional estivesse atuando de forma correta”, revelou ele, desolado.
Com a notícia de sua morte, os detalhes da perseguição que ela sofria vieram à tona e mais detalhes dos acontecimentos foram expostos, diante da situação que a médica enfrentou.
A violência começou após a médica se recusar a emitir, sozinha, um laudo de autismo para o filho de um paciente, o que gerou uma campanha de difamação, ameaças e agressões verbais contra ela.
Neste momento de dor, o Sindicato dos Médicos alertou para o cenário de violência na saúde de Belo Horizonte, com uma média de três casos registrados por dia. A prefeitura da cidade lamentou a morte e disse se solidarizar com a família.
A história de Maggy é a de uma profissional dedicada, que atuou por mais de 12 anos na mesma comunidade. Por anos, ela se dedicou ao SUS e muitos colegas e pacientes respeitavam seu trabalho.
No momento, a comunidade de Belo Horizonte se despede da médica, que foi sepultada no sábado. No momento, há diversas pessoas comovidas, com a triste e revoltante perda de uma profissional da saúde que morreu enquanto lutava pelos seus direitos.

