Há 4 anos atrás, duas famílias viviam um pesadelo ao descobrir que seus bebês haviam sido trocados em uma maternidade de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. O caso ganhou repercussão nacional na época.
A troca só foi descoberta 3 anos do nascimento das crianças, em 2021. Tudo começou quando um dos pais, Cláudio Alves, começou a suspeitar de que não era o pai biológico do próprio filho.
“Se ele não fosse filho do Cláudio, também não era meu”, disse Yasmin Kessia, ex-mulher de Claudio. O resultado foi negativo para a paternidade e o ex-casal pediu uma contraprova, que mais uma vez confirmou a ausência de vínculo genético.
A partir daí, os dois começaram uma saga para descobrir o que havia acontecido. Foi apenas então que Yasmin e Cláudio conheceram Guilherme Luiz de Souza e Isamara Cristina Mendanha.
Isamara e Claudia haviam dado a luz no mesmo dia, com apenas 5 minutos de diferença. Durante o tratamento dos bebês, a equipe médica da maternidade errou e trocou as crianças, que acabaram indo para casa com as famílias erradas.
Desde o ano passado, as famílias começaram o processo de “destroca”. Agora, quase 4 anos depois do erro inicial, a Justiça finalmente encerrou o caso e determinou que as crianças devem moram com seus pais biológicos.
Também na decisão, a Justiça determinou que as crianças devem ter os nomes dos dois pais e das duas mães em suas certidões de nascimento. A ação visa reconhecer o vínculo socioafetivo que se formou ao longo desses 4 anos.
O caso teve enorme repercussão nacional na época em que foi revelado e as famílias receberam a solidariedade do país inteiro. O erro gerou revolta em muitos casais que se sensibilizaram com a história.

