Em um momento em que o debate sobre representatividade ganha força em diversas esferas da sociedade brasileira, a cantora Anitta se manifestou publicamente nas redes sociais com uma mensagem direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O foco do apelo é a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal, após o anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A artista expressou sua expectativa para que a nova escolha do presidente seja uma mulher, reforçando a importância de ampliar a presença feminina em cargos de grande relevância institucional.
Atualmente, o STF é composto por 11 ministros, dos quais apenas uma é mulher, a ministra Cármen Lúcia. Este desequilíbrio de gênero tem gerado mobilizações nas redes sociais, com diversas personalidades e internautas defendendo uma mudança no perfil das indicações.
Dados históricos mostram que, em mais de um século de existência, o Supremo teve 172 ministros, sendo apenas três mulheres, e nenhuma delas negra. Esse cenário evidencia a persistente desigualdade na ocupação de espaços de poder por mulheres, especialmente as que pertencem a grupos racializados.
Como forma de engajamento, Anitta compartilhou com seus seguidores um abaixo-assinado que solicita ao presidente a nomeação de uma mulher com trajetória consolidada no campo jurídico e comprometida com os princípios democráticos.
O documento, que circula amplamente na internet, acompanha uma carta aberta que resume as reivindicações de diversas vozes da sociedade civil. O movimento impulsionado pela cantora reflete uma crescente demanda por maior equidade nas instituições públicas, um tema que transcende preferências políticas ou ideológicas.
A escolha do novo nome para o STF pode se tornar um marco simbólico para a inclusão de perfis historicamente marginalizados, representando um avanço importante rumo à diversidade e à equidade no cenário jurídico brasileiro.

