Durante as semanas finais de vida de Preta Gil, a cantora contou com a companhia constante da amiga Jude Paulla, que esteve com ela em Nova York e tem compartilhado nas redes sociais lembranças emocionantes desse período.
Jude relatou que, mesmo diante das dificuldades enfrentadas por conta do câncer, Preta mantinha um espírito resiliente, demonstrando grande esperança na cura e uma notável vontade de viver.
Apesar disso, a artista também reconhecia a possibilidade da morte e tratava o tema com naturalidade, buscando retirar o peso do fim da vida. Todas as vezes que Preta compartilhava alguma imagem nas redes sociais ela sempre demonstrava otimismo, mesmo nos momentos em que surgia muito abatida.
Segundo Jude, havia momentos em que a gravidade do estado de saúde de Preta poderia levar qualquer um a perder as esperanças, mas a cantora insistia em seguir adiante, encarando o cotidiano com coragem e bom humor.
Um dos registros mais marcantes guardados por Jude é um vídeo em que Preta comenta sobre a morte de maneira leve, sugerindo que gostaria que esse momento fosse encarado com alegria, como em culturas que celebram a despedida de forma festiva.
As conversas entre as duas refletiam o desejo da cantora de tornar o processo de partir algo menos doloroso para quem ficava. Jude relembra que, nos últimos dias, Preta falava sobre estar morrendo, tentando normalizar a situação com sabedoria e serenidade, enquanto a amiga procurava manter o ambiente mais leve, resistindo ao tom melancólico.

Ao longo do tratamento, a relação das duas ganhou novos contornos. Jude contou que a convivência diária estreitou ainda mais os laços de afeto, transformando o relacionamento em uma troca intensa de carinho.
A doença, embora dolorosa, despertou nelas uma forma de amor mais explícita, menos contida. Mesmo mantendo uma relação sem grandes demonstrações físicas anteriormente, o convívio nos Estados Unidos aproximou-as de maneira profunda.
Essa experiência revelou a importância dos vínculos afetivos em momentos delicados. Para Jude, a despedida não representa um fim definitivo, mas sim a continuidade do amor em outras formas de presença e lembrança.

