A Polícia Civil do Maranhão abriu um inquérito para investigar a denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O crime teria acontecido dentro de uma escola, em Alcântara.
Segundo as informações preliminares sobre o caso, já apuradas até o momento, o crime teria acontecido nas dependências do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira, e pelo menos quatro adolescentes são apontados como autores.
O caso chegou ao conhecimento da Delegacia de Alcântara no último dia 17 de abril, cerca de quatro dias depois dos fatos. A vítima foi localizada em um trabalho conjunto da Polícia Civil e do Conselho Tutelar.
A menina foi acolhida por um grupo especializado nesse tipo de cenário e passou por atendimento médico. A Polícia deve seguir com as diligências para esclarecer as circunstâncias dos fatos e apurar responsabilidades.
Os quatro adolescentes envolvidos devem ser intimados para prestar esclarecimentos, a polícia também deverá ouvir funcionários da escola e analisar imagens registradas pelas câmeras de segurança da unidade.
O caso volta a jogar luz sobre um problema grave e que parece acontecer cada vez mais: menores de idade se organizando para praticar crimes sexuais, tendo outras menores como vítimas.
Em março deste ano, uma adolescente de 17 anos foi estuprada em Copacabana, no Rio de Janeiro, Cinco agressores participaram do crime, sendo um menor de idade e outros quatro com idades entre 18 e 19.
Também em março, uma menina de 13 anos foi agredida sexualmente por outros três adolescentes. Segundo a polícia, os agressores tem idades 13, 14 e 15 anos. O crime aconteceu em Manaus, no bairro Jorge Teixeira. Além da violência, os agressores também filmaram o crime divulgaram nas redes sociais.
Os casos reacendem o debate sobre a maioridade penal em casos onde o crime atenta contra a vida ou a integridade física e moral das vítimas. Atualmente, o debate não tem peso no Congresso.

