O gravíssimo acidente ocorrido em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, que resultou na morte de 16 romeiros que retornavam de Juazeiro do Norte, trouxe um relato impactante de sobrevivência.
O enfermeiro Cristian Albuquerque escapou da fatalidade por uma decisão de última hora motivada por um detalhe logístico: ele chegou a embarcar no ônibus número 16 na terça-feira (3), mas resolveu descer e trocar de veículo.
A decisão foi tomada por ele não conseguir ocupar a poltrona que desejava. Em suas palavras, não há explicação racional para o ocorrido, restando-lhe apenas agradecer pelo que chamou de “desígnios de Deus” e pedir conforto para as famílias.
O comboio era formado por 17 ônibus alugados pela Prefeitura de Coité do Nóia para transportar fiéis que participaram da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, que é considerado um dos maiores eventos religiosos na região do Nordeste.
O acidente aconteceu na região do Distrito Caboclo, onde o motorista perdeu o controle do veículo e saiu da pista, provocando o capotamento. Enquanto o Corpo de Bombeiros trabalhava no resgate das vítimas em uma operação complexa, houve uma descoberta.
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) levantou uma questão crítica ao informar que o transporte em questão era clandestino, o que deve se tornar o foco central das investigações policiais nas próximas horas.
Neste momento, a cidade de Coité do Nóia vive um cenário de luto absoluto. Um velório coletivo está sendo realizado em um ginásio local para que a comunidade possa se despedir dos romeiros.
A Prefeitura de Juazeiro do Norte também emitiu nota de pesar, solidarizando-se com a dor das famílias alagoanas. Enquanto os feridos seguem em atendimento, as autoridades buscam esclarecer as condições técnicas do veículo.

